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Na época das novas tecnologias, em que já existem «play stations» portáteis, poderíamos em primeira análise divagar sobre situações virtuais de combate, ou de herois a combater o crime.
Na verdade , vou mais longe, com os meios disponibilizados pelo Ministério da Administração Interna, fazem o melhor para garantir a paz e a ordem social, milhares de cidadãos anónimos. Cujos, sacrificam as suas famílias quando honradamente cumprem o dever máximo de um Estado como o nosso de Direito Democrático.
A Madeira acompanha a evolução dos tempos e hoje as nossas esquadras estão dotadas de um meio informatizado digno da Instituição, após as reformas do sistema jurídico é a bom porto que nós chegamos.
Nós somos mais jovens, ainda estamos longe de tão veneranda efeméride. Lutamos por uma causa em que acreditamos e gritamos o nosso hino de trabalho «contra o direito da força usamos a força do direito», desta feita, a Instituição tem muitos progressos para dignificar a qualidade de vida e de trabalho de todos os profissionais adstritos ao quadro de pessoal da P.S.P.
Muitas vezes, o cidadão anónimo fica chocado porque somos sindicalizados, esquecem-se que nós existimos precisamente para garantir a legalidade, do sistema onde trabalhamos e assim produzimos uma mais valia social.
Desenganem-se os «velhos do Restelo», que acham que trabalhamos mal; por exemplo no Rapto da jovem Madeleine (Maddy como carinhosamente já lhe chamam os portugueses). Nós so mos humanos e ainda não aprendemos a fazer omeletes sem ovos. Esta jovem britânica, é para nós tão relevante como todos os cidadão Portugueses desaparecidos; este é um trabalho de equipa social e não só da P.S.P., por isso, anualmente emitimos avisos aos cidadãos, pedindo-lhes para nos ajudarem, procedendo com cuidado. Há muitas situações, vivemos num mundo real diferente, sociabilizamos todos os dias com pessoas potencialmente criminosas, cuja aparência, oculta uma organização a qual estão vinculados, ou só distúrbios mentais, como sejam a toxicodependência e outras doenças. Por isso, agradecemos a todos os cidadãos que procedem com o cuidado a que estão obrigados em qualquer circunstância . Ajudam-nos a identificar suspeitos, denunciam situações de perigo ou calamidade, maus tratos a idosos, jovens ou outras pessoas em perigo, através da nossa Linha 112.
Quantos jovens hoje no desemprego lamentam não serem Policias? Tiraram um curso superior, sem saída profissional e hoje poderiam ser um dos nossos membros, não o foram por insuficiência de informação. Por isso os nossos sindicatos são pertinentes, para que todos saibam que somos agentes 24 horas por dia; somos pessoas qualificadas, alguns de nós têm apenas o nono ano e têm um currículo com cursos de formação profissional que faria inveja a muitos pretensos doutores, sem ofensa ao mérito académico de cada profissão.
Somos uma corporação e é bonito sentirmo-nos assim no dia do nosso aniversário, em que todos somos convidados a partilhar de um almoço, porque sociabilizar é importante em qualquer Instituição.
Aqui deixamos os nossos parabéns á Instituição a que orgulhosamente pertencemos e fazemos um apelo aos nossos camaradas e colegas para não se aterem nos seus propósitos convictos que nos esquecem, porque os cidadão todos os dias se lembram de nós e é para eles que nós estamos aqui.
É verdade que muitas vezes ficamos tristes com decisões políticas, que nos promovem desigualdade, como é o caso regional em que o dinheiro que provem do nosso trabalho, através das multas (contra-ordenações ao código da estrada) em nada beneficia a nossa Instituição Regional, ao contrário de outras  regiões do país, como é verdade que as pessoas muitas vezes dizem que lhe aplicamos as coimas para com isso auferirmos um proveito que todos sabemos não ser verdade.
Contudo, colegas, o nosso trabalho não é política e temos só de ser confiantes num despertar para a realidade, em que sem meios os infra-estruturas não podemos efectivamente trabalhar!
Neste propósito, agradecemos ao Comando Regional as iniciativas promovidas e conjuntamente com os nossos superiores hierárquicos, aguardamos  um futuro melhor  e sentimos hoje homenageados todos os que morreram em exercício das suas funções e aqueles que acusaram situações de desgaste emocional pela sua profissão, sem terem tido o devido acompanhamento de entidades competentes, ou só a compreensão do cidadão, que muitas vezes nos é necessária para trabalhar, porque as pessoas esquecem-se que trabalhamos continuamente sobre stress emocional e que somos heróis, mas humanos!
Um grande bem-haja aos que nos incentivam, apoiam e colaboram, seja o cidadão anónimo, ou o profissional; como estas mais valias, simples, éticas e disciplinares, não em forma de punição, mas de incentivo que vieram a ser promovidas pelo nosso Comando Regional.
  

Artur Gomes Serrão
Presidente da Delegação da Madeira do SIAP



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